quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Telas medievais a óleo de Reis e Raínhas

Rei Afonso Henriques 1º Portugual.

king-afonso-henriques

Maria Feodorovona  Emperatriz Russa.


Royalty free pictures.


Elisabeth Stuart rainha da Boemia.


Elizabete Stuart rainha da Bohemia


Ana de Austria pintada por Rubens.


anne-of-austria-by-rubens


Henrique I rei da Inglaterra.


henrique I

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

fotografia de Van Gogh

                             Vincent Van Gogh



Introdução 
Van Gogh é considerado um dos principais representantes da pintura mundial. Nasceu na Holanda, no dia 30 de março de 1853. Teve uma irmã e um irmão chamado Theo. Com este irmão, estabeleceu uma forte relação de amizade. Através das cartas que trocou com com o irmão, os pesquisadores conseguiram resgatar muitos aspectos da vida e do trabalho do pintor.
Biografia 
Começou a atuar profissionalmente ainda jovem, por volta dos 15 anos de idade. Trabalhou para um comerciante de arte da cidade de Haia. Com quase vinte anos, foi morar em Londres e depois em Paris, graças ao reconhecimento que teve. Porém, o interesse pelos assuntos religiosos acabou desviando sua atenção e resolveu estudar Teologia, na cidade deAmsterdã.  Mesmo sem terminar o curso, passou a atuar como pastor na Bélgica, por apenas seis meses. Impressionado com a vida e o trabalho dos pobres mineiros da cidade, elaborou vários desenhos à lápis.
Resolveu retornar para a cidade de Haia, em 1880, e passou a dedicar um tempo maior à pintura. Após receber uma significativa influência da Escola de Haia, começou a elaborar uma série de trabalhos, utilizando técnicas de jogos de luzes. Neste período, suas telas retratavam a vida cotidiana dos camponeses e os trabalhadores na zona rural da Holanda.    



O ano de 1886, foi de extrema importância em sua carreira. Foi  morar em Paris, com seu irmão. Conheceu, na nova cidade, importantes pintores da época como, por exemplo, Emile Bernard, Toulouse-Lautrec, Paul Gauguin e Edgar Degas, representantes do impressionismo.  Recebeu uma grande influência destes mestres do impressionismo, como podemos perceber em várias de suas telas
Dois anos após ter chegado à França, parte para a cidade de Arles, ao sul do país. Uma região rica em paisagens rurais, com um cenário bucólico. Foi neste contexto que pintou várias obras com girassóis.  Em Arles, fez único quadro que conseguiu vender durante toda sua vida : A Vinha Encarnada. 
Convidou Gauguin para morar com ele no sul da França. Este foi o único que aceitou sua idéia de fundar um centro artístico naquela região. No início, a relação entre os dois era tranqüila, porém com o tempo, os desentendimentos foram aumentando e, quando Gauguin retornou para Paris, Vincent entrou em depressão.  Em várias ocasiões teve ataques de violência e seu comportamento ficou muito agressivo. Foi neste período que chegou a cortar sua orelha. 


Seu estado psicológico chegou a refletir em suas obras. Deixou a técnica do pontilhado e passou a pintar com rápidas e pequenas pinceladas. No ano de 1889, sua doença ficou mais grave e teve que ser internado numa clínica psiquiátrica. Nesta clínica, dentro de um mosteiro, havia um belo jardim que passou a ser sua fonte de inspiração. As pinceladas foram deixadas de lado e as curvas em espiral começaram a aparecer em suas telas 
No mês de maio, deixou a clínica e voltou a morar em Paris, próximo de seu irmão e do doutor Paul Gachet, que iria lhe tratar. Este doutor foi retratado num de seus trabalhos: Retrato do Doutor Gachet. Porém a situação depressiva não regrediu. No dia 27 de julho de 1890, atirou em seu próprio peito. Foi levado para um hospital, mas não resistiu, morrendo três dias depois.

Principais obras de Van Gogh :

- Os comedores de batatas (1885)
- A italiana
- A vinha encarnada
- A casa amarela (1888)
- Auto-retratos
- Retrato do Dr. Gachet
- Girassóis
- Vista de Arles com Lírios
- Noite Estrelada
- O velho moinho (1888)
- Oliveiras (1889)


Curiosidades da vida de Van Gogh:
- Durante sua vida, Vicent Van Gogh não conseguiu vender nenhuma de suas obras de arte.
- No final do ano de 1888, Van Gogh cortou a orelha direita. Alguns biógrafos da vida do artista afirmam que o ato foi uma espécie de vingança contra sua amante Virginie, depois que Van Gogh descobriu que ela estava apaixonada pelo artista Paul Gauguin. De acordo com esta versão, Van Gogh teria enviado a orelha ensanguentada, dentro de um envelope, para a amante. 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Pintura e algumas historias...


As superfícies

     Pintura é a atividade artística que consiste na aplicação de pigmentos coloridos em um plano bidimensional, geralmente em uma superfície previamente preparada para tal uso.
     A superfície de aplicação dos pigmentos também pode variar, desde murais e paredes até as telas próprias para pintura.
     A pintura pode ser vinculada tanto à produção de imagens decorativas quanto imagens de reapresentação, seja esta figurativa ou abstrata.

As técnicas

     Há vários tipos de pintura, como os afrescos, pintura a óleo - através de pigmentos diluídos num solvente -, pintura mural - feita ou aplicada sobre uma parede -, pintura a têmpera - pigmentos dissolvidos num adstringente, como a cola, etc.
     Os mosaicos também são considerados uma espécie de pintura.

O mosaico
     Trata-se do arranjo de pequenos pedaços de vidros coloridos, pedras (como o marfim), cerâmica e outros materiais adequados numa placa de plástico ou cimento preparada de forma a aderir esses fragmentos. Costuma ser classificado como um tipo de pintura.
     Os romanos foram os primeiros a se dedicaram ao aprimoramento dessa técnica na realização de seus pavimentos.
     Entretanto, na Idade Média talvez tenhamos os exemplos de mosaicos mais famosos, tanto no interior das Igrejas Cristãs quanto na arte bizantina.
     Costuma ser usado para realizar desenhos ou planos coloridos. É encontrado especialmente adornando paredes e abóbadas.
     Seu uso em exteriores é mais comum na arquitetura moderna, mas pode ser encontrado em algumas fachadas de igrejas medievais.
     O mosaico realizado pelo artista brasileiro Rodrigo de Haro na fachada da reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina é uma belíssima amostra de um mosaico contemporâneo.
     Costumam ser mais freqüentes nas obras realizadas em larga escala. Entretanto, existem alguns exemplos de mosaicos portáteis e realizados em pequenos objetos, comuns na arte Asteca mexicana.

Penso, logo
faço pinturas

     Essa forma de expressão artística existe há muito tempo na História da humanidade, como demonstram as pinturas rupestres, realizadas por homens pré-históricos em rochas ou cavernas.
     A atividade da pintura já surge nos primórdios da história do homem, como pode ser observado nas pinturas encontradas nas cavernas em Altamira (Espanha) e Lascaux (França), em 25.000 aC.
     Nos sítios de Nice, na França, há evidências da existência de pinturas, de esculturas em pedra e mármore que datam de cerca de 25.000 anos atrás, revelando a origem de uma expressão estética, fato que separa radicalmente o homem das outras espécies.

Por todo mundo antigo
     O continente africano também possui algumas amostras da existência antiqüíssima da representação pictórica. Nestas pinturas, há a constante representação, por exemplo, de elementos ritualísticos.
     Também na Europa, foram encontrados exemplos de pinturas parietais em por volta de duas centenas de cavernas, situadas principalmente na Europa, sobretudo na Espanha, em Altamira, e na França, em Lascaux.

     Tais pinturas consistiam da representação de animais a serem caçados, provavelmente tendo a função de "bom agouro" para as caçadas que se sucediam. A pintura deste momento apresentava formas bastante rudimentares, com a representação extremamente concisa de animais como cavalos e búfalos.

Egípcios e gregos

     A cultura egípcia foi a mais antiga, e que produziu um conjunto considerável de obras na pintura. O conjunto de sua pintura, desenvolvido ao longo de três milênios, refletiu as tradições da cultura em que esteve contextualizada através das convenções iconográficas que marcavam o uso de imagens.
     Essas convenções baseavam-se em signos visuais utilizados para a representação de objetos e ações, o que tornava a obra bastante acessível e compreensível.
     Os artistas de Creta e das civilizações minóicas (por volta de 2000 a.C.) apresentavam conceitos estéticos bastante diversos dos egípcios.



MINOICA (adj.) Referente ao período cretense que se estende do terceiro milênio a.C. a cerca de 1580 a.C.

     Os exemplares que restaram das pinturas dessas civilizações - fragmentos de afrescos e mosaicos - demonstram uma arte bem diversa da dos egípcios: a fluidez das imagens, a representação de ações vigorosas.
     A pintura minóica teve a ênfase representativa direta no desenvolvimento da arte grega, da qual restaram apenas alguns exemplares, pois toda a pintura em larga escala foi perdida com os tempos.
     O que restou da pintura grega são pinturas em vasos, que revelam um crescente naturalismo em suas representações, naturalismo este que, no período helênico, influenciaria a arte e a arquitetura romana.

A era cristã mudou o
conceito de arte

     Os propósitos e o estilo da pintura foram radicalmente alterados com a queda das civilizações antigas e com a chegada da era cristã. Passou a ter grande importância, a exemplo da pintura egípcia, o simbolismo, na representação da realidade.
     A arte cristã e bizantina tendeu ao estilo hierárquico e estático, com algumas reminiscências da arte clássica.
     Já no final do Século 14, a arte gótica, surgida da França, reintroduziu a representação das figuras humanas, havendo o desenvolvimento de um naturalismo mais preciso e articulado, que registrou as sutilezas de iluminação e atmosfera.
     Houve uma retomada dos padrões artísticos da antiguidade clássica, que avançaram em meio ao Século 15. Passou a ter grande importância, nas representações gráficas encontradas nos manuscritos, a organização espacial das imagens.

O Renascimento e
o Maneirismo

     Os conceitos materialistas que surgiam com o aparecimento da classe burguesa foram se infiltrando na representação pictórica, que passou a possuir um caráter mais objetivo.
     O período da Renascença, em que a pintura passou a possuir uma organização espacial coerente e equilibrada, teve seus conceitos irradiados sobretudo a partir do grande foco das artes européias de então, a Itália.
     Neste período, surgiram nomes como Boticelli, Giorgoni, Veronese, Reni, Corregio, Caracci, Perugino, Ticiano e outros. Os afrescos das capelas italianas mais famosos até hoje foram produzidos neste período por Michelangelo (afrescos da Capela Sistina).
     No Século 16, os vestígios mais tardios da Renascença, caracterizados pelo que hoje é chamado de Maneirismo, manifestavam-se através de trabalhos como os de Pontormo e Rosso Fiorentino, em que as proporções clássicas tornaram-se exageradas e as composições assumiam características mais assimétricas, revelando um novo crescimento do subjetivismo.
     A produção de El Greco teve características bastantes pessoais dentro do estilo maneirista.

O Barroco e o Rococó

     Na era barroca, são encontradas grandes diversidades nas produções dos diversos artistas da época, diversidades estas que surgem tanto em nível de estilo pessoal quanto em termos de nacionalidade da produção.
     No entanto, algumas características são constantes: o jogo de luz e sombra, o que na verdade representou o espírito do homem da época da contra-reforma.
     No Século 18, surge um novo foco dispersor das tendências artísticas na Europa. A França, mais precisamente Paris, passou a ser o centro das atividades artísticas.
     O barroco abriu caminho para o estilo de caráter eminentemente decorativo; o estilo hoje chamado rococó. Este estilo foi se encaminhando cada vez mais para a mera frivolidade decorativa.

O Romantismo e o
Neoclassicismo

     Nesse meio tempo, surgiam pintores que, inspirados pela Revolução Francesa, fundaram as bases para o Romantismo e o Neoclassicismo. Tal período artístico deu-se no final do Século 18.
     O Romantismo caracterizou-se basicamente pela representação mais subjetiva e emocional da realidade, incluindo a reapresentação de visões pessoais.
     O escritor e gravador William Blake explorou o mundo da imaginação mítica, enquanto Eugene Delacroix buscou a representação do imaginário exótico das terras distantes, assim como do poder primitivo dos animais e de imagens veiculadas à tragédia. Já o espanhol Francisco de Goya buscava explorar a face destrutiva e obscura da natureza humana.
     Com o Século 19, surgiram novos ideais estéticos e artísticos. A obra de arte passou a ser encarada como instrumento de denúncia da realidade social, desafiando a estética subjetiva romântica com a representação de caráter eminentemente objetivo.
     Um dos primeiros representantes dessa nova perspectiva artística na pintura francesa foi Gustave Coubert, cuja obra é marcada pela constante representação de figuras de extração popular.
     A concepção artística assumiu uma postura de preocupação com o desmascaramento dos fatos sociais.

O Impressionismo

     Um grupo de jovens artistas surgiu no período dos meados ao final do Século 19, tendo sido rotulados de impressionistas por uma crítica hostil as suas produções. Paul Cézanne foi responsável pela introdução de um tipo de representação pictórica em que havia a dissolução atmosférica dos objetos.
     Vincent Van Gogh foi o grande representante do pós-impressionismo.
     Na primeira década do Século 19, uma verdadeira explosão experimentalista tomou conta das artes, desencadeada pelos mestres pós-impressionistas.
     Foi o momento das vanguardas artísticas, que inicialmente teve Paris como centro, mas logo foi deflagrada por toda a Europa e pelas Américas.

A Arte Moderna

     Surgiram tendências diversas nesse contexto, como o Futurismo, o Expressionismo e o movimento mais proeminente na pintura, o Cubismo, tendo sido desenvolvido por Pablo Picasso e Georges Braque. O artista passou a realizar uma verdadeira reordenação da realidade através de sua obra.
     Caminho idêntico foi seguido pela chamada arte abstrata, que se baseia em conceitos subjetivos, não possuindo referência no mundo objetivo. Representantes dessa tendência foram Piet Mondrian e Wassily Kandinski.
     Na década de 20 surgiu uma nova tendência, que explorava imagens e realidades do subconsciente humano, tendo sido denominada Surrealismo. Salvador Dali foi o representante máximo dessa tendência.
     Nos anos 60, uma nova tendência artística foi surgindo como crítica e sátira à massificação industrial e ao consumismo, arraigados aos costumes da sociedade moderna.
     Foi a chamada "Pop Art", cujas bases foram criadas por Richard Hamilton e da qual um dos mais célebres representantes foi Andy Warhol.

Fontes: Enciclopédia Digital Master.
              Enciclopédia Koogan-Houaiss.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

 

As superfícies
     Pintura é a atividade artística que consiste na aplicação de pigmentos coloridos em um plano bidimensional, geralmente em uma superfície previamente preparada para tal uso.

     A superfície de aplicação dos pigmentos também pode variar, desde murais e paredes até as telas próprias para pintura.
     A pintura pode ser vinculada tanto à produção de imagens decorativas quanto imagens de reapresentação, seja esta figurativa ou abstrata.

As técnicas

     Há vários tipos de pintura, como os afrescos, pintura a óleo - através de pigmentos diluídos num solvente -, pintura mural - feita ou aplicada sobre uma parede -, pintura a têmpera - pigmentos dissolvidos num adstringente, como a cola, etc.
     Os mosaicos também são considerados uma espécie de pintura.

O mosaico
     Trata-se do arranjo de pequenos pedaços de vidros coloridos, pedras (como o marfim), cerâmica e outros materiais adequados numa placa de plástico ou cimento preparada de forma a aderir esses fragmentos. Costuma ser classificado como um tipo de pintura.
     Os romanos foram os primeiros a se dedicaram ao aprimoramento dessa técnica na realização de seus pavimentos.
     Entretanto, na Idade Média talvez tenhamos os exemplos de mosaicos mais famosos, tanto no interior das Igrejas Cristãs quanto na arte bizantina.
     Costuma ser usado para realizar desenhos ou planos coloridos. É encontrado especialmente adornando paredes e abóbadas.
     Seu uso em exteriores é mais comum na arquitetura moderna, mas pode ser encontrado em algumas fachadas de igrejas medievais.
     O mosaico realizado pelo artista brasileiro Rodrigo de Haro na fachada da reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina é uma belíssima amostra de um mosaico contemporâneo.
     Costumam ser mais freqüentes nas obras realizadas em larga escala. Entretanto, existem alguns exemplos de mosaicos portáteis e realizados em pequenos objetos, comuns na arte Asteca mexicana.

Penso, logo
faço pinturas

     Essa forma de expressão artística existe há muito tempo na História da humanidade, como demonstram as pinturas rupestres, realizadas por homens pré-históricos em rochas ou cavernas.
     A atividade da pintura já surge nos primórdios da história do homem, como pode ser observado nas pinturas encontradas nas cavernas em Altamira (Espanha) e Lascaux (França), em 25.000 aC.

     Nos sítios de Nice, na França, há evidências da existência de pinturas, de esculturas em pedra e mármore que datam de cerca de 25.000 anos atrás, revelando a origem de uma expressão estética, fato que separa radicalmente o homem das outras espécies.

Por todo mundo antigo
     O continente africano também possui algumas amostras da existência antiqüíssima da representação pictórica. Nestas pinturas, há a constante representação, por exemplo, de elementos ritualísticos.
     Também na Europa, foram encontrados exemplos de pinturas parietais em por volta de duas centenas de cavernas, situadas principalmente na Europa, sobretudo na Espanha, em Altamira, e na França, em Lascaux.

     Tais pinturas consistiam da representação de animais a serem caçados, provavelmente tendo a função de "bom agouro" para as caçadas que se sucediam. A pintura deste momento apresentava formas bastante rudimentares, com a representação extremamente concisa de animais como cavalos e búfalos.

Egípcios e gregos

     A cultura egípcia foi a mais antiga, e que produziu um conjunto considerável de obras na pintura. O conjunto de sua pintura, desenvolvido ao longo de três milênios, refletiu as tradições da cultura em que esteve contextualizada através das convenções iconográficas que marcavam o uso de imagens.
     Essas convenções baseavam-se em signos visuais utilizados para a representação de objetos e ações, o que tornava a obra bastante acessível e compreensível.
     Os artistas de Creta e das civilizações minóicas (por volta de 2000 a.C.) apresentavam conceitos estéticos bastante diversos dos egípcios.



MINOICA (adj.) Referente ao período cretense que se estende do terceiro milênio a.C. a cerca de 1580 a.C.

     Os exemplares que restaram das pinturas dessas civilizações - fragmentos de afrescos e mosaicos - demonstram uma arte bem diversa da dos egípcios: a fluidez das imagens, a representação de ações vigorosas.
     A pintura minóica teve a ênfase representativa direta no desenvolvimento da arte grega, da qual restaram apenas alguns exemplares, pois toda a pintura em larga escala foi perdida com os tempos.
     O que restou da pintura grega são pinturas em vasos, que revelam um crescente naturalismo em suas representações, naturalismo este que, no período helênico, influenciaria a arte e a arquitetura romana.

A era cristã mudou o
conceito de arte

     Os propósitos e o estilo da pintura foram radicalmente alterados com a queda das civilizações antigas e com a chegada da era cristã. Passou a ter grande importância, a exemplo da pintura egípcia, o simbolismo, na representação da realidade.
     A arte cristã e bizantina tendeu ao estilo hierárquico e estático, com algumas reminiscências da arte clássica.
     Já no final do Século 14, a arte gótica, surgida da França, reintroduziu a representação das figuras humanas, havendo o desenvolvimento de um naturalismo mais preciso e articulado, que registrou as sutilezas de iluminação e atmosfera.
     Houve uma retomada dos padrões artísticos da antiguidade clássica, que avançaram em meio ao Século 15. Passou a ter grande importância, nas representações gráficas encontradas nos manuscritos, a organização espacial das imagens.

O Renascimento e
o Maneirismo

     Os conceitos materialistas que surgiam com o aparecimento da classe burguesa foram se infiltrando na representação pictórica, que passou a possuir um caráter mais objetivo.
     O período da Renascença, em que a pintura passou a possuir uma organização espacial coerente e equilibrada, teve seus conceitos irradiados sobretudo a partir do grande foco das artes européias de então, a Itália.
     Neste período, surgiram nomes como Boticelli, Giorgoni, Veronese, Reni, Corregio, Caracci, Perugino, Ticiano e outros. Os afrescos das capelas italianas mais famosos até hoje foram produzidos neste período por Michelangelo (afrescos da Capela Sistina).
     No Século 16, os vestígios mais tardios da Renascença, caracterizados pelo que hoje é chamado de Maneirismo, manifestavam-se através de trabalhos como os de Pontormo e Rosso Fiorentino, em que as proporções clássicas tornaram-se exageradas e as composições assumiam características mais assimétricas, revelando um novo crescimento do subjetivismo.
     A produção de El Greco teve características bastantes pessoais dentro do estilo maneirista.

O Barroco e o Rococó

     Na era barroca, são encontradas grandes diversidades nas produções dos diversos artistas da época, diversidades estas que surgem tanto em nível de estilo pessoal quanto em termos de nacionalidade da produção.
     No entanto, algumas características são constantes: o jogo de luz e sombra, o que na verdade representou o espírito do homem da época da contra-reforma.
     No Século 18, surge um novo foco dispersor das tendências artísticas na Europa. A França, mais precisamente Paris, passou a ser o centro das atividades artísticas.
     O barroco abriu caminho para o estilo de caráter eminentemente decorativo; o estilo hoje chamado rococó. Este estilo foi se encaminhando cada vez mais para a mera frivolidade decorativa.

O Romantismo e o
Neoclassicismo

     Nesse meio tempo, surgiam pintores que, inspirados pela Revolução Francesa, fundaram as bases para o Romantismo e o Neoclassicismo. Tal período artístico deu-se no final do Século 18.
     O Romantismo caracterizou-se basicamente pela representação mais subjetiva e emocional da realidade, incluindo a reapresentação de visões pessoais.
     O escritor e gravador William Blake explorou o mundo da imaginação mítica, enquanto Eugene Delacroix buscou a representação do imaginário exótico das terras distantes, assim como do poder primitivo dos animais e de imagens veiculadas à tragédia. Já o espanhol Francisco de Goya buscava explorar a face destrutiva e obscura da natureza humana.
     Com o Século 19, surgiram novos ideais estéticos e artísticos. A obra de arte passou a ser encarada como instrumento de denúncia da realidade social, desafiando a estética subjetiva romântica com a representação de caráter eminentemente objetivo.
     Um dos primeiros representantes dessa nova perspectiva artística na pintura francesa foi Gustave Coubert, cuja obra é marcada pela constante representação de figuras de extração popular.
     A concepção artística assumiu uma postura de preocupação com o desmascaramento dos fatos sociais.

O Impressionismo

     Um grupo de jovens artistas surgiu no período dos meados ao final do Século 19, tendo sido rotulados de impressionistas por uma crítica hostil as suas produções. Paul Cézanne foi responsável pela introdução de um tipo de representação pictórica em que havia a dissolução atmosférica dos objetos.
     Vincent Van Gogh foi o grande representante do pós-impressionismo.
     Na primeira década do Século 19, uma verdadeira explosão experimentalista tomou conta das artes, desencadeada pelos mestres pós-impressionistas.
     Foi o momento das vanguardas artísticas, que inicialmente teve Paris como centro, mas logo foi deflagrada por toda a Europa e pelas Américas.

A Arte Moderna

     Surgiram tendências diversas nesse contexto, como o Futurismo, o Expressionismo e o movimento mais proeminente na pintura, o Cubismo, tendo sido desenvolvido por Pablo Picasso e Georges Braque. O artista passou a realizar uma verdadeira reordenação da realidade através de sua obra.
     Caminho idêntico foi seguido pela chamada arte abstrata, que se baseia em conceitos subjetivos, não possuindo referência no mundo objetivo. Representantes dessa tendência foram Piet Mondrian e Wassily Kandinski.
     Na década de 20 surgiu uma nova tendência, que explorava imagens e realidades do subconsciente humano, tendo sido denominada Surrealismo. Salvador Dali foi o representante máximo dessa tendência.
     Nos anos 60, uma nova tendência artística foi surgindo como crítica e sátira à massificação industrial e ao consumismo, arraigados aos costumes da sociedade moderna.
     Foi a chamada "Pop Art", cujas bases foram criadas por Richard Hamilton e da qual um dos mais célebres representantes foi Andy Warhol.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Passo a Passo para criar uma tela utilizando o tema "Natureza Morta"

Criação e execução: Sílvia Colombero (Com produtos Castelo e Gato Preto) fonte site: http://www.pinturaemtela.com.br/passo.htm





Materiais utilizados
- 1 paleta
- 1 tela com 50 cm x 60 cm
- Bandeja de isopor
- Espátulas descartáveis: pontiaguda e arredondada
- Gesso acrílico Gato Preto
- Godê (Para dispor a água)
- Lápis 6B, carbono amarelo e papel manteiga
- Pano de malha (Para limpeza dos pincéis)
- Pente de plástico
- Pincéis Castelo nas séries 4083-20, 4084-10 e 4084-16
Tintas acrílicas Gato Preto nas cores: amarelo carne claro, amarelo cádmio escuro, terra de siena queimada, terra de siena natural, sépia, brun van dyck, amarelo ocre claro dourado, alaranjado cádmio, violeta cobalto, violeta mauve brilhante, vermelho claro francês, carmim, azul cerúleo, verde paul veronese, verde inglês claro, azul turquesa, azul da prússia, azul cobalto claro, sombra natural, branco de titânio, azul ultramar escuro, magenta, laca gerânio e amarelo cádmio claro

Grau de dificuldade: Médio
Tempo de execução: 3 horas
Tempo total de secagem: 30 minutos

Dicas 
- A camada de gesso deve ser bem espessa para poder trabalhar com maior profundidade
- As tintas são sempre diluídas em uma pequena quantidade de água.
- Não cubra as texturas com a pintura.



1
Transfira o risco para a tela, livremente ou, se preferir, transfira-o com papel manteiga, carbono e lápis. Para isso, utilize o molde encartado nesta edição.
2
Aplique uma camada espessa de gesso acrílico em todo o plano de fundo da tela, trabalhando com a espátula arredondada. Os movimentos são em todas as direções e já definem superficialmente as formas.
3
Deslize o pente sobre o gesso acrílico em movimentos circulares e aleatórios. Desta maneira são definidas as formas dos relevos, sendo necessário, porém, respeitar os desenhos dos elementos.
4
Faça a textura das folhas, movimentando a espátula pontiaguda sobre o gesso acrílico. Os movimentos são de dentro para fora e já definem as nervuras.
5
Componha as flores entre as folhas, usando a espátula arredondada em movimentos irregulares e ovais, de baixo para cima. Note que as formas possuem basicamente o mesmo tamanho apesar da irregularidade dos contornos.
6
Componha as frutas com a massa e com a espátula. Faça movimentos circulares no sentido anti-horário. Note que as frutas são sobrepostas e espere secar por 6 horas.
7
Parta para a pintura trabalhando com o plano de fundo. Para isso, dê pinceladas curtas com amarelo carne claro na parte superior esquerda da tela usando o pincel 4083-20. Note que é ideal preencher áreas alternadas da textura.
8
Dê algumas pinceladas na parte central e texturizada na lateral esquerda da tela com amarelo ocre claro dourado e o mesmo pincel. Movimente a ferramenta de maneira circular sobre a textura. Aproveite para pintar aleatoriamente a parte superior direita da tela.
9
Dilua azul cerúleo em água e passe levemente sobre a parte superior da tela e na lateral esquerda (ao lado das áreas pintadas no passo 7), sem cobri-las totalmente. Siga o sentido das texturas e trabalhe com o pincel 4083-20.
10
Pincele azul da prússia sobre as áreas já pintadas anteriormente e obtenha nuances. Os movimentos seguem as formas das texturas.
11
Acrescente azul turquesa na cor trabalhada no passo anterior e preencha as laterais inferiores da tela. Aproveite ainda a tinta pura para dar obter nuances em algumas regiões.
12
Faça a cor base dos jarros maiores, pintando as extremidades das peças com amarelo carne claro. Utilize o pincel 4083-20 seguindo as formas das texturas.
13
Acrescente amarelo ocre claro dourado e obtenha a fusão das cores nos jarros maiores. Faça movimentos cruzados com o mesmo pincel.
14
Dê volume aos jarros centrais com terra de siena natural e sombra natural, mesclando com os tons amarelos. Os movimentos são alongados e seguem o contorno dos jarros.
15
Acrescente em algumas regiões dos jarros terra de siena queimada diluída em uma pequena quantidade de água e obtenha mais volume nas peças. Faça movimentos cruzados, deixando as marcas das cerdas do pincel 4083-20.
16
Dê alguns toques com vermelho claro sobre os tons escuros. Faça movimentos aleatórios com o mesmo pincel e observe o jogo de luz e sombra adquirido.
17
Contorne internamente os jarros centrais com uma mistura proporcional de brun van dyck e sépia. Empregue apenas a ponta das cerdas para um resultado mais intenso da cor.
18
Misture violeta cobalto com violeta mauve brilhante e pinte o jarro superior. Faça movimentos cruzados com o pincel 4083-20 e vá preenchendo o interior dos objetos.
19
Componha o vaso de flores com a mistura proporcional de azul cerúleo e branco de titânio. Os movimentos são alongados e seguem a estrutura do vaso. Aproveite a mistura e pinte a lateral direita texturizada.
20
Acrescente azul cobalto claro à mistura anterior e complete o vaso com flores. Utilize o pincel 4083-20 em movimentos na mesma direção e aguarde secagem por cerca de 5 minutos.
21
Misture verde paul veronese e verde inglês claro e dê algumas pinceladas sobre o vaso e a lateral inferior direita com o mesmo pincel. Os movimentos são arredondados e acompanham as formas dos vasos.
22
Pincele aleatoriamente algumas regiões do vaso com o pincel 4083-20 carregado com uma mistura de violeta mauve brilhante e violeta cobalto.
23
Componha o fundo das folhas com verde inglês claro. Para isso, siga os relevos da textura usando o mesmo pincel.
24
Realce a luminosidade das folhas com leves toques de amarelo cádmio escuro. Os movimentos são aleatórios, seguindo o contorno.
25
Obtenha a tonalidade média das folhagens colocando verde inglês médio nas regiões centrais. Note que as regiões pintadas no passo anterior não devem ser sobrepostas com esta tinta. Aguarde secagem por cinco minutos para que as tintas aplicadas em seguida não manchem a tonalidade.
26
Parta para o fundo das flores aplicando alaranjado cádmio com o pincel 4083-20. Faça movimentos circulares e deixe espaços em branco no miolo para obter nuances.
27
Componha o miolo das flores com laca gerânio, empregando o mesmo pincel em movimentos circulares de dentro para fora.
28
Obtenha o colorido mais intenso das flores com pinceladas aleatórias feitas com o mesmo pincel e magenta. Os movimentos são em todas as direções, mas respeitam os relevos anteriores.

29
Dê algumas pinceladas com vermelho claro francês sobre o magenta.
30
Faça o contorno das folhas, das flores e dos jarros com a mistura de sépia e gris de payne. Os movimentos não são contínuos, o que faz com que a pintura adquira um aspecto casual. O pincel empregado é o 4084-10.
31
Dê claridade às folhas e flores com leves pinceladas de alaranjado cádmio. Utilize o pincel 4084-16 e siga os formatos dos elementos.
32
Componha as frutas, pintando o fundo com amarelo cádmio claro. Os movimentos são circulares de acordo com o formato das frutas e o pincel empregado é o 4083-20.
33
Pinte as extremidades internas das frutas com a mistura de amarelo cádmio escuro e alaranjado cádmio. Use o mesmo pincel carregando-o com bastante tinta.
34
Faça o contorno das frutas com vermelho claro francês, de modo que mescle com os demais tons. Os movimentos são circulares e o pincel usado é o 4083-20.

Dicas- Retome alguns tons das frutas depois de passar o azul para obter a mesma consistência.
- Faça algumas manchas nas laranjas com azul cerúleo para obter uma tonalidade diferenciada.
35
Pinte o fundo da tigela com uma mistura de amarelo cádmio claro e amarelo cádmio escuro. Os movimentos são alongados e o pincel empregado é o 4084-20 e é ideal fazer alguns detalhes com alaranjado cádmio sobre os tons amarelados.
36
Misture proporcionalmente azul cerúleo e azul ultramar escuro e pinte algumas partes do lado direito da tigela. Faça movimentos de dentro para fora sempre acompanhando a forma do motivo.
37
Contorne a tigela com magenta e aproveite para dar pinceladas aleatórias por toda tigela. Para isso, utilize o pincel 4083-20.
38
Dê leves pinceladas de violeta mauve sobre a tigela com o mesmo pincel. Faça alguns toques de verde inglês claro na lateral esquerda para obter luminosidade.
39
Pinte alguns trechos da obra com azul cerúleo, acentuando a profundidade dos elementos. Use o pincel 4086-16 em movimentos que sigam as formas dos elementos.
40
Complete a incidência de luz na composição aplicando branco de titânio com leves pinceladas por toda tela. Faça isso em cada detalhe composto e use o pincel 4086-16.